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Sabado, 30 de Maio de 2026
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Torcedor do Paulista tem título da Copa do Brasil como última memória antes de perder a visão: "Me emociono até hoje"

Fanático pelo Galo de Jundiaí, Seu Ari marcou presença na final contra o Fluminense, em São Januário

Portal de Jundiaí
Por Portal de Jundiaí
Torcedor do Paulista tem título da Copa do Brasil como última memória antes de perder a visão:
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Como você assiste a uma partida de futebol? Pode parecer simples, mas, para Ariosto Francisco, o Seu Ari, tudo mudou quando ele perdeu a visão, em 2006.

Essa história tem uma conexão profunda com o Paulista, já que Seu Ari é torcedor fanático do Galo de Jundiaí. Sua última memória assistindo ao time de coração coincide com o ponto mais alto da história do clube: o título da Copa do Brasil de 2005, contra o Fluminense, em São Januário.

Alguns meses depois, ele começou a ter dificuldades para enxergar devido a um glaucoma.

– Todo mundo lá já estava contente de estar na final, gritando, e aí foi só emoção, ninguém aguentava. Gritaria no ônibus, no jogo, me emociono até hoje. Foi o primeiro e o último momento que vi, tudo que eu fiz depois foi as escuras.

– No ano seguinte, 2006, comecei a ter problemas de visão e descobri um glaucoma. A partir disso comecei a fazer vários exames, tratamentos e uma cirurgia, mas não tive sucesso. Hoje sou deficiente visual total, tenho percepção de luz e isso associou com a diabetes – relata.

Uma das maiores emoções da vida de Seu Ari está eternizada no dia 22 de junho de 2005, quando o Paulista conquistou a Copa do Brasil. Márcio Mossoró e Léo Aro marcaram os gols na vitória por 2 a 0, no estádio Jayme Cintra. No jogo de volta, um empate sem gols garantiu o título ao time do interior de São Paulo.

O começo de toda essa paixão vem da família. O pai de Seu Ari vendia amendoim no estádio e, quando criança, ele o acompanhava durante os jogos. Foi assim que nasceu um amor que dura a vida toda.

– Meu pai vendeu muito amendoim na época que era balaio no ombro. Eu ia com ele e ficava parado na arquibancada vendendo lá embaixo. Meu pai subia com o cesto no ombro e driblava toda aquela torcida para vender. O Paulista, desde a infância, foi a minha grande paixão – garante.

 

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